Seminário discute ações para erradicar trabalho infantil na cidade

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Evento realizado pela Prefeitura capacitou profissionais envolvidos para evitar violação de direitos das crianças e adolescentes

Profissionais da assistência social e representantes de diversos setores da sociedade participaram do 1º Seminário Municipal das Ações Estratégias do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Realizado pela Prefeitura, o evento aconteceu na terça-feira (19), no auditório do Senai. O Seminário foi um espaço de diálogo e reflexão sobre as iniciativas do programa e capacitou profissionais e usuários dessa política para analisar o que necessita ser melhorado, para que crianças e adolescentes tenham desenvolvimento saudável e sem violação de seus direitos.

O evento foi marcado pela palestra “Trabalho infantil: caminhos da vigilância socioassistencial e dos serviços de proteção no SUAS”, ministrada pelo diretor de Proteção Especial da Secretaria de Estado de Trabalho e Defesa Social, Régis Spíndola. Também houve mesa de debates, apresentação cultural e oficina.

Diagnóstico apresenta dados do trabalho infantil em Muriaé

Durante o Seminário, também foi apresentado o diagnóstico do trabalho infantil realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social em 24 escolas (municipais e estaduais) de Muriaé, entre setembro e novembro. O diagnóstico é o primeiro passo para realizar ações a fim de eliminar esta situação na cidade.

Confira abaixo dados do diagnóstico:

  • Total de questionários: 3.482
  • Total de crianças em situação de trabalho infantil: 891
  • Faixa Etária de maior incidência: 10 a 15 anos

Setores com maior incidência de trabalho infantil:

  1. Serviços – 35% (babá, cuidador de animais, pintor, faxineira)
  2. Comércio – 13,4% (bares,mercearias, vendedor ambulante)
  3. Indústria – 9,5% (fábricas, confecções)

Duração da jornada de trabalho:

  • Menos de 1 hora por dia: 11,3%
  • Até 2 horas por dia: 19%
  • Entre 3 e 5 horas por dia: 31,1%
  • Mais de 5 horas por dia: 18,8%

*Crianças e adolescentes que trabalham recebem, em sua maior parte, até R$ 10,00 por dia de serviço

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