Uma menina de três meses morreu no dia 23 de maio no Hospital São Paulo. A família registrou ocorrência. A unidade informou que também apura a situação.

A Delegacia Especializada de Homicídios da Polícia Civil abriu inquérito para apurar a morte de um bebê de três meses no Hospital São Paulo, em Muriaé. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar na quinta-feira (23/5), como atendimento de denúncia de infrações contra a vida.
A família e testemunhas disseram aos policiais que ficaram das 20h às 23h esperando no pronto-socorro e, quando foi atendida, a menina não resistiu.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tayrony Espindola Borges, em princípio a investigação segue como homicídio culposo – quando não há intenção de matar.
“Familiares da criança e outras testemunhas serão ouvidos para apurar se de fato houve algum tipo de negligência no atendimento e se isso pode ter sido a causa determinante da morte”, explicou o delegado, via assessoria.
A assessoria do Hospital São Paulo disse que analisou os prontuários e que não teve demora nem falha no atendimento. No entanto, não informou os horários de chegada e atendimento do bebê, porque justificou que são sigilosas. Ainda conforme o hospital, o caso é apurado e por enquanto detalhes não serão dados.

Espera

Segundo a ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 23h por causa de confusão no pronto-socorro do Hospital São Paulo. Tanto os funcionários, quanto parentes, acionaram os militares.
Consta ainda na ocorrência que os familiares da bebê alegaram que chegaram por volta de 20h30 e que aguardaram meia hora pelo atendimento. Como a menina estava com febre e os olhos paralisados, pediram para que a mãe entrasse com ela. As duas ficaram na sala de triagem, onde também não foram imediatamente atendidas. Reparando que a criança estava imóvel, a mãe chamou uma enfermeira que passava pelo local e a levou para atendimento. Após muito tempo, a família recebeu a informação de que a menina estava morta.
Segundo o relato da enfermeira, havia intenso fluxo de pacientes no hospital e ela confirmou que foi chamada pela mãe ao ao passar pela mediação da sala de triagem, pedindo que atendesse a bebê, que estava mal. A profissional também relatou que encaminhou a bebê, que não respirava, ao médico plantonista. Além disso, disse que foram feitos todos os procedimentos, mas a morte foi constatada.
O médico relatou aos policiais que a mãe contou que a menina estava com bronquiolite e que precisava de nebulização diária, que ao longo da quinta-feira (23/5) ela apresentou dificuldades para respirar e que o quadro se agravou à noite com febre, por isso, ela procurou o hospital.
Conforme relatos de testemunhas, incluindo outros pacientes, a estimativa é de que os pais e familiares da criança esperaram quase três horas até que ela fosse atendida.
Ainda de acordo com a ocorrência, após a morte da criança, o hospital “começou a dar celeridade ao encaminhamento dos pacientes que estavam na área externa da recepção para o interior”. Outras pessoas reclamaram à guarnição que aguardavam desde às 18h no local.
Fonte: portal G1 Zona da Mata

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