Família é presa por fabricar e vender carne e linguiça de cachorro e gato em Guarapari/ES

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Foram encontrados 50 animais na casa da família em situação insalubre, após denúncias anônimas. No Brasil, é proibido abater esses animais que são considerados domésticos.

Três pessoas da mesma família, pai, mãe e filha foram presas em Guarapari, na Grande Vitória, nesta sexta-feira (18), suspeitas de vender carne de cachorro em uma feira. Segundo a polícia, eles também faziam linguiças.
A polícia chegou ao local depois de receber denúncias anônimas. Foram encontrados 50 animais na casa da família em Meaípe, entre gatos e cachorros, além de um papagaio.
Segundo o delegado Marcelo Santiago, da Delegacia de Infrações Penais e Outras (DIPO) de Guarapari, foi constatado que os animais também sofriam maus-tratos e eram criados para abate em local insalubre.

“Uma sujeira completamente absurda, a quantidade de animais para uma casa é completamente insalubre, alimentação, água. Nada disponível”, disse um policial.

A família foi presa e levada para a Delegacia de Guarapari para prestar esclarecimentos e disseram à polícia que protegiam os animais.
No porão da casa, foram encontrados restos mortais dos animais. A participação de mais um suspeito ainda está sendo investigada.
A família retirava a carne e vendia para uma outra pessoa que comercializava o produto em uma feira em Guarapari.

“As denúncias são da comercialização de carne e possível fabricação de linguiça, porém eles não comercializavam ali. Isso dificultou um pouco a descoberta há mais tempo”, disse uma outra policial que atendeu a ocorrência.

A gerente estadual de Vigilância e Saúde explicou que o abate e a comercialização da carne de cães e gatos para o consumo humano é crime.

“A legislação brasileira não permite o abate para consumo a carne de gato e cachorro. Tem uma lei e isso é considerado maus tratos aos animais, que são considerados animais domésticos”, disse Kelly Rose Areal.

A fiscalização da produção, transporte e comercialização de carne fica a cargo do governo federal e dos municípios. Quem consumiu o produto deve ficar atento aos sintomas que podem aparecer.

“Várias doenças podem acontecer se o animal estiver infectado. A população que por acaso tenha ingerido esta carne deve ficar em observação para ver se aparecem sintomas”, completou Kelly.

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