Dez cidades da Zona da Mata e Vertentes apresentam risco de surto de dengue, zika e chikungunya

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Ministério da Saúde elencou cidades conforme resultados do 1º Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa) deste ano (Foto: Pixabay/Divulgação)

Dados do índice de infestação pelo Aedes aegypti foram divulgados na semana passada pelo Ministério da Saúde. Levantamento também aponta 25 cidades em estado de alerta para as doenças.

Dez municípios da Zona da Mata e Campo das Vertentes estão com risco de surto para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. Outras 25 cidades aparecem em situação de alerta, segundo levantamento apresentado pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (7/6) a partir dos resultados das 5.191 cidades brasileiras que realizaram algum tipo de monitoramento para o Aedes aegypti.
Contudo, apesar desta divulgação, muitas cidades já fizeram a segunda rodada do levantamento e já apontam redução. (Veja abaixo).

Primeiro LIRAa

Os municípios foram divididos pelo governo federal em três tabelas. Uma delas enumerou os municípios com resultado inferior a 1 no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa), considerado satisfatório.
Os casos mais graves são os municípios que tiveram resultado igual ou superior a 4, que é classificado como “risco de surto”. Dez cidades da região estão nesta situação.

Cidades em risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes

Cidades LIRAa
Ubá 7,9
Matias Barbosa 6,6
Chiador 6,6
Santa Cruz de Minas 6,3
Santana do Deserto 5,7
São João Nepomuceno 5,6
Mar de Espanha 5,4
Piraúba 5,1
Rodeiro 4,5
Mercês 4,4

Cidades da Zona da Mata em situação de risco para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Cidade LIRAa
Juiz de Fora 3,9
Miraí 3,9
Visconde do Rio Branco 3,8
Carangola 3,7
Recreio 3,7
Astolfo Dutra 3,6
Barbacena 3,5
Guidoval 3,5
Piau 3,5
Cataguases 3,3
Leopoldina 3,1
Rio Pomba 3
São João del Rei 2,9
Muriaé 2,9
Rio Novo 2,8
Argirita 2,7
Olaria 2,5
Volta Grande 2,4
Bicas 2,2
Tombos 2,2
Além Paraíba 2,1
Dona Euzébia 2,1
Laranjal 2,1
Viçosa 2,1
Maripá de Minas 2,1
Guiricema 2
Presidente Bernardes 2
Pequeri 1,9
Belmiro Braga 1,8
Palma 1,8
Espera Feliz 1,7
Patrocínio do Muriaé 1,4
Simão Pereira 1,4
Descoberto 1,3
Santa Rita do Jacutinga 1,3

Comparação dos LIRAas em 2018

Os dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Saúde são referentes ao primeiro LIRAa do ano, realizado em janeiro. Contudo, diversas cidades já fizeram um segundo levantamento, onde algumas apresentaram redução.
Em Muriaé, o segundo LIRAa foi 1,6%. O primeiro, em janeiro foi 2,9%.
Ubá divulgou resultado de 8,2 em janeiro, ao invés do 7,9 conforme consta no Ministério da Saúde. Mas diante dos números, no dia 27 de janeiro deste ano, a Prefeitura decretou situação de alerta e emergência no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Já o resultado de abril apontou índice de 5, ainda considerado risco de surto. Até o início de maio, 315 pessoas tinham sido diagnosticadas com dengue na cidade. No fim do mês, o balanço chegou a 857 casos confirmados em 2018.

Dengue em Minas Gerais

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado no dia 5 de junho, o Estado registrou 21.836 casos prováveis – que reúnem os confirmados e suspeitos – de dengue. Três mortes, em Conceição do Pará, em Uberaba e em Moema, foram confirmadas pela doença. Há 15 óbitos em investigação para dengue.
Sobre a Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 8.304 casos prováveis da doença, concentrados na região do Vale do Aço. Não há morte confirmada ou em investigação neste ano.
Já em relação à Zika, foram registrados 226 casos prováveis da doença em 2018.
Os dados deste boletim se referem aos meses de março, abril, maio e os quatro primeiros dias de junho.
Fonte: portal G1 Zona da Mata

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